Caso Maria Filó: como uma piada de mau gosto pode arruinar sua marca

30 setembro, 2015
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Mesmo na era do sms e Whatsapp, a palavra “falada” ainda é algo que vale muito. Prova disso é a recente polêmica, que viralizou nas redes sociais, e que envolve a marca de roupas femininas Maria Filó.
Em uma visita a uma das lojas, o diretor da marca teria dito em “tom de brincadeira” a uma funcionária grávida de 8 meses que, devido ao “extenso” período de licença maternidade concedido às mulheres, tinha como planos futuros despedir todas as mulheres da marca e passar a contratar somente gays.
Acontece que a funcionária não achou nem um pingo de graça na “piada”, e resolveu colocar a boca no trombone na internet… E aí, pá! A mulherada tomou as dores da vendedora e saiu em sua defesa, berrando sua indignação aos quatro ventos nas redes sociais.
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Nos dias de hoje, não basta colocar roupinhas bonitas nos manequins para vender…
É claro que o comentário do diretor foi absurdo, repugnante e ridículo. Como mulher, eu também me senti indignada e ofendida. Mas o que também me chamou muito a atenção neste caso foi notar o quanto uma coisa “momentânea” , como um comentário qualquer de mau gosto, saído de dentro da própria empresa em um momento aparentemente informal, acabou se transformando numa verdadeira arma apontada para a reputação da marca. E, em um piscar de olhos, de lojinha “fofa” que vende peças meigas e delicadas, a Maria Filó passou a ser vista por todos como uma marca arrogante e sexista. 
Que fique bem claro: eu não estou, de maneira alguma, defendendo o diretor da marca! Pelo contrário, acho que ele foi um verdadeiro babaca em fazer um comentário desses para uma mulher grávida, já no fim da gestação, e que deve estar com os sentidos à flor da pele. No entanto, também não acredito que ele realmente tenha falado sério, e que tivesse mesmo a intenção de despedir todas as mulheres, e substituí-las por homens. Acho apenas que ele deve ser mais um desses bobocas “metidos a engraçadinhos” (que em geral, são os mais sem graça), e que acabou fazendo um comentário infeliz e tosco, que ele não esperava que saísse de lá de dentro. E com essa atitude burra, acabou jogando fora anos de investimento em branding e marketing. Porque é muito difícil induzir alguém a comprar um novo produto. Mas a coisa mais fácil do mundo, é fazer alguém parar. Basta um acontecimento como este.
Enfim, eu só queria chamar a atenção para o lado mais “administrativo” da coisa: esse caso nos mostra o quanto é preciso ser cauteloso com suas palavras e atos no ambiente de trabalho. Principalmente se você é o dono do negócio! Uma palavra mal empregada, uma piada de cunho preconceituoso ou um comentário fora de contexto podem passar despercebidos por seus funcionários hoje. Mas também podem ir parar nas redes sociais, e cair na boca do mundo amanhã.
E então, o que você acha? É melhor aprender a ficar de boca fechada nos momentos certos, ou não ter papas na língua e correr o risco de jogar fora uma reputação que levou anos para ser construída?
Se você ainda tem alguma dúvida sobre a resposta, pergunte ao dono da Maria Filó

 

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